quinta-feira, 22 de novembro de 2007

PROGRAMAS INTEGRADOS DE CONSERVAÇÃO DE ENERGIA NO EXTERIOR

Trabalho apresentado pelos alunos Gustavo Sérgio e Fernando Bellini

INTRODUÇÃO
Em resposta às crises de petróleo de 1973 e 1979, os governos de vários países adotaram políticas energéticas em que medidas de conservação de energia e fontes alternativas de geração de energia elétrica foram priorizadas. O impacto das emissões de gases, principalmente os produtos das queimas de combustíveis fósseis, na variação do clima tornou-se uma nova preocupação mundial. Em resposta o governo vários países se comprometeram a estabilizar as emissões de gases que causaram o efeito estufa em 2000 ao nível do ano 1990 (protocolo de Kyoto).

REINO UNIDO

A Energy Saving Trust é uma organização não lucrativa do Reino Unido, que pretende promover o uso sustentável da energia e reduzir as emissões de CO2 na atmosfera. Esta organização possui um site (www.est.org.uk) que tem área exclusivamente dedicada ao consumo doméstico de energia, onde os visitantes poderão realizar o check up energético das suas casas, conhecer de perto os produtos energeticamente eficientes, as energias renováveis e saber mais sobre o uso eficiente de energia.
A organização Energy Saving Trust (EST) afirmou que a Inglaterra pode ver 2 milhões de casas e 200 bilhões de libras (US$ 365 bilhões) em bens materiais serem destruídos por inundações causadas pela elevação do nível do mar em 2050. "Sem uma redução drástica do consumo de energia do Reino Unido e das emissões de dióxido de carbono poderá haver resultados desastrosos para o Reino Unido", afirmou o presidente-executivo da EST, Philip Sellwood. "Cada vez que uma lâmpada é acesa ou um vídeo é deixado ligado, dióxido de carbono é emitido de uma central de energia para nossa atmosfera, causando danos para o ambiente", acrescentou.
A Inglaterra lidera as reduções das emissões de CO2 e na criação de tecnologia para a geração mais eficiente de energia, afirmam especialistas. Mas cientistas e ambientalistas alertam há anos que uma mudança radical no estilo de vida da
população também é necessária. O sul da Inglaterra é o mais propenso a sofrer danos com a elevação dos níveis do mar gerada pelo derretimento das calotas polares do planeta.

FRANÇA

Em 1965, a eletrificação rural na França cobria a quase totalidade de consumidores e o consumo representava cerca de 4% do total nacional. Em 1983, embora o numero de consumidores não tenha se elevado muito, a participação relativa do consumo subiu para 14,3%. Isso foi devido à forte penetração de equipamentos elétricos, onde se destacam os de uso térmico (aquecimento de água, calefação elétrica e cocção), cujo consumo de eletricidade, em 1975, significava 10,6% da parcela residencial, subindo para 43,7%, em 1984 (GOUVELLO, 1996).
O que mais preocupa, no entanto, não é a elevada participação do consumo de eletricidade, mas a demanda requerida por esses (e outros) equipamentos, dado o estado de saturação de muitas linhas de baixa tensão, o que tem provocado queda de tensão e desligamento da rede. Devido à baixa densidade de consumidores, dentre outras singularidades do setor, as soluções convencionais, ou seja, o reforço de linhas e transformadores, têm apresentado custos elevados e crescentes e, assim, as opções de GLD são avaliadas de forma concorrencial.

JAPÃO

O governo ajuda empresa dedicada à proteção do meio ambiente, considerando de grande importância administrativa os assuntos relacionados ao meio ambiente. Além do desenvolvimento interno de uma cultura ambientalista e da reciclagem de seus produtos, a redução do gasto de energia nos processos produtos é um tema importante para todos.

AQUECIMENTO DE ÁGUA PARA HOTEIS E GRANDES EDIFICAÇÕES

Trabalho apresentado pelos alunos Gustavo Sérgio e Fernando Bellini

A demanda de consumo energético nos dias de hoje, com os sucessivos aumentos da tarifa de energia elétrica e a temida ameaça de racionamento, direciona cada vez mais os construtores e empreendedores a optar pelo aquecimento solar em suas obras. Edifícios, Clubes, Academias de Ginástica, Hotéis, Hospitais, Condomínios Horizontais e até Núcleos Habitacionais estão se transformando em usuários inteligentes, que adotaram o uso de aquecimento solar de água. Tanto os coletores quanto os reserva-tórios térmicos são preparados para atender demandas de milhares de litros. O sistema modular pode ser instalado de acordo com a necessidade progressiva de cada obra. Ao ampliarmos o número de torneiras, chuveiros ou outro ponto de consumo de água quente, bastará ampliar o sistema de forma simples e segura.



Sistema bombeado para Grandes Obras

O sistema é dimensionado para atender as necessidades de consumo, de acordo com o projeto. A bomba, que tem a função de fazer a água circular entre os coletores e o reservatório térmico, deverá ser sempre dimensionada para atender satisfatoriamente esta necessidade, considerando-se também o dimensionamento hidráulico do sistema. Este deverá também ser elaborado com o objetivo de otimizar as perdas de carga da tubulação, contribuindo para melhorar o desempenho e o rendimento da bomba. O acionamento da bomba para a circulação do sistema, por sua vez está atrelado aos sensores que têm a função de fazer as leituras de temperatura do sistema. Eles estão instalados na tubulação em locais que possibilitam a eficácia do funcionamento, fazendo com que se busque sempre a máxima homogeneidade possível entre a temperatura da água dos coletores solares e reservatórios térmicos. Um CEB (Controlador Eletrônico de Bombeamento ) indica a diferença de temperatura entre a água do interior dos coletores e a água armazenada no reservatório térmico.

Quando o sensor 1 indica 6° C acima da temperatura do sensor 2, a bomba é acionada, fazendo circular a água que está mais fria dentro do reservatório térmico para os coletores, abastecendo o reservatório com água mais quente. Quando a diferença de temperatura entre os sensores cai para 2°C, a bomba pára de funcionar temporariamente. Esse processo ocorrerá repetidamente sempre que as condições de temperatura ocorram nos parâmetros acima indicados ou em outros que podem ser predefinidos, conforme cada projeto.

CURIOSIDADE

Na cidade de São Paulo, o prefeito Gilberto Kassab encaminhou recentemente para a câmara, projeto de lei que obriga a instalação de aquecedores solares nas novas construções feitas no município de São Paulo. A idéia provocou uma onda de reações. Nem todas elogiosas. Há quem diga que é puro marketing do prefeito. Mas alguns ambientalistas estão defendendo a iniciativa. Délcio Rodrigues, Coordenador do projeto Cidades Solares, do instituto Vitae Civilis e Marcelo Furtado, diretor de Campanhas do Greenpeace, enviaram um texto para O jornal Folha de SP apoiando os aquecedores solares de São Paulo.Aí vai o artigo deles:“Com a ameaça do aquecimento global batendo a nossa porta, o chuveiro elétrico está se tornando um crime ambiental. Utilizar a nobre energia elétrica para esquentar água não faz sentido. O uso de chuveiros elétricos e aquecedores elétricos representa cerca de 8% do consumo brasileiro de energia elétrica e no final do dia, o famoso “horário de pico” quando as pessoas chegam em suas casas do trabalho, são responsáveis por 18% da demanda de pico da rede elétrico. Para atender esta demanda de energia elétrica o governo está promovendo usinas nucleares, a carvão, óleo diesel com grande impacto ambiental.”
“É claro que o Brasil precisa de energia para crescer, mas apenas com o uso racional e eficiente da energia, e a garantia do uso das energias renováveis (como solar, eólica, biomassa e de pequenas centrais hidroelétricas) poderemos garantir um desenvolvimento sustentável. O Brasil tem um enorme potencial para o uso da energia solar. Para o aquecimento de água temos uma alternativa de baixo impacto ambiental e grande ganho social, na geração de emprego e renda – o aquecedor solar.” “O aquecedor solar tem um custo inicial mais alto porém, em até 2 a 3 anos, pode-se obter o retorno deste investimento dado o custo da energia elétrica consumida pelo chuveiro. É fundamental estabelecer condições especiais de financiamento para que as pessoas possam ter acesso a esta tecnologia em suas casas. Também é fundamental a exigência de mudanças nos códigos municipais de obras para exigir a instalação ou preparação para instalação de coletores solares na construção e reforma de edifícios residenciais ou comerciais para estimular a tecnologia termossolar.”
“Esta lei proposta por Kassab promove a possibilidade de ganhos para todos. Ganha o consumidor, que terá redução na sua conta de energia elétrica mensal em mais de 30%. Ganha a sociedade, já que o a energia solar tem potencial de geração de empregos pelo menos uma centena de vezes superior à hidroeletricidade e ao nuclear. E ganha o meio ambiente, pela redução na pressão por mais e mais investimentos em geração de energia elétrica, e conseqüentes reduções na área alagada por grandes hidroelétricas, na pressão sobre a biodiversidade e na emissão de gases de efeito-estufa desestabilizadores do clima do planeta.” “A idéia do projeto de lei não é nova. A obrigação do uso de aquecedores solares foi implantada pela primeira vez nos anos 80 do século passado em Israel e teve espetacular sucesso no início do século XXI na Espanha. Lá, a cidade de Barcelona aprovou uma lei de obrigação do uso de aquecedores solares em novas edificações e em reformas de porte em 1999. O projeto teve muito sucesso e se replicou em mais de 35 cidades, incluindo Madrid, antes de, em 2005, ter sido nacionalizado. Hoje na Espanha o código nacional de edificações prevê a obrigação do uso de aquecedores em todas as novas construções e reformas de porte feitas no país. A cidade do México aprovou legislação semelhante em abril de 2006 e, vizinhas aqui na Argentina, Buenos Aires e Rosário estão discutindo projetos assemelhados.” “Belo Horizonte é o melhor exemplo da viabilidade do uso do aquecimento solar. Lá, a ação da empresa elétrica Cemig e do Grupo de Energias Renováveis da PUC-MG permitiu que a cidade tivesse hoje mais de 2 mil prédios de apartamentos com aquecedores solares de água centrais, além de piscinas aquecidas com energia solar como a do Minas Tênis Club, de hotéis com instalações solares de grande porte e de milhares de casas em conjuntos habitacionais de interesse social com aquecedores solaresinstalados. Para as construtoras que atuam no mercado imobiliário de classe média e média-alta é quase impossível vender um novo empreendimento sem aquecimento solar central.” “Outras cidades brasileiras estão também trabalhando pelo uso da energia solar. O prefeito de Porto Alegre sancionou há menos de um mês, lei que cria incentivos ao uso de aquecedores solares na cidade, em projeto assemelhado ao vigente em Campina Grande na Paraíba. Varginha em Minas Gerais, e Birigui no interior do estado de São Paulo também têm leis que obrigam o uso desta forma de energia renovável e sustentável. Belo Horizonte, Salvador e Rio de Janeiro estão elaborando seus projetos e o prefeito de Campo Grande deve anunciar um projeto de incentivo ao solar durante a próxima semana do meio ambiente.” “O Brasil é solar e a cidade de São Paulo pode dar uma grande

terça-feira, 20 de novembro de 2007

POLÍTICA ENERGÉTICA, SOCIEDADE E O MEIO AMBIENTE

Trabalho apresentado pelo aluno Fernando Belini Tasca

A Energia como uma questão política
• A interdependência entre questões do desenvolvimento, da gestão do meio ambiente e as necessidades de energia, coloca a discussão da problemática energética no plano nacional e internacional, mobilizando interesses governamentais, empresariais, partidos políticos, movimento sindical, ambientalistas, e organizações sociais de atingidos.
• Relações do Homem com seu meio ambiente acontecem de maneira desigual entre países de economia capitalista desenvolvida e os da periferia do sistema.
O Modelo Energético atual e o meio ambiente
• Pela maneira que desenvolveu a produção, transporte e distribuição de energia é responsável por graves problemas sociais e ambientais, como acidentes envolvendo navios petroleiros, vazamentos em usinas nucleares e a degradação ambiental e deslocamento de populações proporcionados pela construção de grandes hidrelétricas .
• 6% da população mundial, concentrada nos países capitalistas desenvolvidos, consome 1/3 dos bens naturais do planeta.
• Reconversão dos processos de produção energo-intensivos , iniciada a partir das “crises energéticas”(1973 e 1979), permitiu reduzir a intensidade energética dos países desenvolvidos.Por outro lado os países periféricos incrementaram suas intensidades energéticas tornando-se exploradores de energia.
• Apesar do avanço na incorporação da variável ambiental na formulação das políticas de desenvolvimento a nível nacional e mundial e a participação da sociedade na definição dessas políticas os sistemas energéticos continuam baseados em combustíveis fosseis e tende a prolongar-se nas primeira décadas do Séc XXI(85% consumo).
• A mais concreta iniciativa de caráter global foi a ECO-92 com reflexos importantes na área energética - Convenção sobre Mudanças Climáticas que visava a diminuição de consumo de combustíveis fosseis ou sua utilização com melhor eficiência.
A Realidade Brasileira
• Sistemas Energéticos em transformação no Brasil, passando por processo de privatização.Mudanças no Sistema Petróleo e criação das Agências Reguladoras ANEEL e ANP.Novo modelo energético que deve motivo de preocupação da sociedade.
• Mudanças não vinculadas a um projeto maior de reforma do Estado, a uma política industrial e tecnológica.
• A participação política dos diversos atores envolvidos é que vai definir o caráter público e o controle social das políticas destas áreas(elétrica e petrolífera), que continua sob forte influência do governo federal.
• O Sistema Nuclear é administrado pela INB – Industrias Nucleares Brasileiras e normatizada pela CNEN – Comissão Nacionais de Energia Nuclear, ambas estatais.
• O carvão mineral, álcool,lenha e carvão vegetal, são de caráter privado, explorados através de grupos econômicos que influenciam o Estado na definição das políticas destes setores.
• A energia solar e eólica são ainda pouco utilizadas, projetos pilotos e empresas privadas.Em 1996 foi criado o Centro de Referência de Energia Solar e Eólica Sérgio Brito, vinculado a Eletrobrás
A Atuação da Sociedade Civil
• Praticamente não existem entidades da sociedade civil dedicadas exclusivamente às questões energéticas.
• Destaca-se: a FUP – Federação Única dos petroleiros e a Associação dos engenheiros da PETROBRAS – AEPET; Sindicato dos Eletricitários, movimento nacional dos atingidos por barragens, junto a alguns segmentos da sociedade desenvolve uma forte ação de resistência; Quanto a energia nuclear atravéz da SBPC e Contren; E também o trabalho de várias ONG’S .
Uma Política Integrada Nacionalmente e Descentralizada a Nível Regional
• No Brasil a cidadania energética deve ser incentivada atravéz da conscientização ao combate ao desperdiço, a degradação do ambiente e o uso de fontes de energias renováveis.
• Também devem incentivar a regionalização, com aproveitamento dos potenciais energéticos regionais de maneira a integrar a política energética buscando minimizar os impactos de cada fonte de energia no meio ambiente.




sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Sustentabilidade Ambiental no Setor Energético Brasileiro

Trabalho apresentado pelos alunos Thiago Fernando Nunes e Camilla Carvalho Assis

Introdução Efeito Estufa
O efeito estufa, um dos principais riscos ambientais que o nosso planeta enfrenta, está associado diretamente com a elevação do consumo de energia.
O controle de emissão dos gases efeito estufa pode resultar em um futuro equilíbrio na atmosfera, trazendo então uma queda na temperatura.
Uma curiosidade importante a se destacar é que o efeito estufa é de extrema importância para que exista vida sobre a terra, pois faz com que a temperatura média da terra fique em 16°c, sendo que sem a camada a temperatura média seria de
-18°c, porém deve-se existir um equilíbrio.

Brasil
Matriz Energética Brasileira (2002)
Expressiva Participação de Fontes Renováveis






Panorama Atual das Energias Renováveis no Brasil
• Grandes hidrelétricas _ geração de energia elétrica fundamentada em fontes renováveis
Novas fontes energéticas renováveis estão sendo criadas
• Combustíveis automotivos º Pro álcool
• Valor de referência para energia eólica º implantação de grandes fazendas eólicas
• Uso mais eficiente de energia: PROCEL e CONPET
• RELUZ = iluminação pública mais eficiente

- Biomassa (cana-de-açúcar, casca de arroz e florestas plantadas)- PCHs- Eólica- Solar- Biodiesel


Aspectos Gerais Relacionados às Novas Fontes Energéticas Renováveis
Biomassa de cana-de-açúcar:
- Transportes e geração de energia elétrica
- 183 usinas, sendo 136 (769 MW) auto-produtores de energia e 47 (819 MW) produtores independentes
- Os custos da geração dependem da tecnologia empregada. Podem variar de US$ 222/kW a US$ 1150/kW
- Vantagens associadas à emissão nula de CO2 (absorção de C pela fotossíntese) e inexistências de barreiras tecnológicas

PCHs:
- Vantagens múltiplas (custo competitivo, tecnologia nacional)
- Concorrentes: termelétricas, vendas de gás natural para a indústria e outras renováveis

PCHs - Capacidade Instalada e Aumento Anual






Energia Eólica- Capacidade instalada de apenas 22,1 MW
- Custos de geração entre US$ 0.039 e 0.084/kWh - Grande potencial de expansão devido às elevadas velocidades médias do vento (cerca de 8,5m/s) Ù potencial de 143,5 GW

Solar Térmico- Geração de calor em coletores solares- Potencial de difícil quantificação, mas de ordem significativa>>Solar Fotovoltaica- Potencial » 14,3 GW (Kasay e Legey, 2003)- Custo: R$ 250,00/MWh (desvantagem)- Vantagem: aproveitamento de energia inesgotável

Óleos Vegetais- Vantagem direta: redução de emissões de GEE- Vantagem indireta: maior empregabilidade no meio rural- Barreira = alto custo de obtenção>>Resíduos Urbanos (Lixo)- Falta política que viabilize esta tecnologia no Brasil>>Hidrogênio- Vasto potencial em cenário de longo prazo

Fontes
Balanço Nacional Energético 2003
www.pnud.org.br
www.mme.gov.br
www.energiasrenovaveis.com
www.enersud.com.br
www.planetaorganico.com.br
www.cdcc.sc.usp.br

UMA EXPERIENCIA DE DIVULGAÇAO DE ENERGIAS ALTERNATIVAS E EFICIENCIA ENERGETICA

Trabalho apresentado pelos alunos Davidson Felipe e Maxwell Andrade

O objetivo e apresentar e avaliar os resultados ate o momento obtido com uma estratégia de divulgação tecnológica traduzida num programa que teve resultados a implantação de uma Casa Solar Eficiente no CEPEI, parte da filosofia de implantação de centros de demonstração do CRESESB (Centro de Referência para Energia solar e Eólica Sergio Brito) e parte do segmento residencial do CATE (Centro de Aplicação de Tecnologias Eficientes do CEPEL).

O programa inclui cooperação entre o CEPEL e o programa de integração Universidade e Sociedade (PIUES) da PUC – Rio, cooperação inicialmente restrita a divulgação e estimulo ao ensino técnico de energias alternativas, em particular energia solar, estendido posteriormente a técnicas de eficiência energética.

A velocidade das transformações tecnológicas e a crescente preocupação da sociedade com questões relativas ao impacto destas transformações sobre a vida das pessoas e sobre o meio ambiente têm forçado tanto empresas quanto universidades e demais instituições cientificas e governamentais a procurar manter a sociedade informada sobre as características e os efeitos das tecnologias que produzem ou utilizam.
Ignorar esta demanda pode representar dificuldades para implantação de novas tecnologias ou mesmo inviabiliza – lãs.

A preocupação com o assunto tem sido evidenciada em seminários, artigos publicados e mesmo em discussões do dia a dia de profissionais tanto da área de recursos humanos quanto da área técnica de empresas onde o profissional da área técnica e um fator chave para i desempenho empresarial.

Estratégias e ações voltadas para o incentivo à divulgação tecnológica e a educação em áreas de engenharia são, portanto, objetos de particular interesse para o futuro. Intercambio entre empresas e universidades e destas ultimas com escolas de segundo grau, de forma a criar uma cadeia de estimulo desde a base para alimentar a formação eficiente de engenheiros com perfil adequado e uma atividade que se insere dentro deste quadro de preocupação com recursos humanos.

COMO BENEFICIOS DESTA ESTRATEGIA LISTA –SE:

• Estabelecimento de um canal com a sociedade para divulgação científica tecnológica
• Contribuição para formação de recursos humanos na área de energias alternativas e conservação de energia
• Motivação interna do pessoal envolvido no projeto
• Contribuição para a melhoria da educação no pais
• Contribuição para a imagem institucional do CEPEL
• Motivação para estudantes se especializarem em engenharia
• Divulgação tecnológica de utilização de energias alternativas e conservação de energia para um publico mais amplo.
• Ampliação da utilização de energia no Brasil
Consolidação do CEPEL como centro de referência em energia alternativas e conservação de energia.

Necessidades crescentes de energia e preocupação com o meio ambiente elevaram a uma busca de novas tecnologias de aproveitamento de fontes alternativas de energia e a uma procura de utilização mais eficiente das fontes já tradicionais.

Dentre as fontes alternativas a energia solar assume papel de destaque: uma forma de energia limpa, inesgotável e com combustível (sol) gratuita e matéria prima abundante para confecção de módulos, o Silício.

• O CEPEL tem levado adiante vários projetos com o objetivo de desenvolver, identificar melhores aplicações e aumentar a utilização da energia solar nos locais onde esta seja uma forma coerente de energia.
• CRESESB tem a missão de ajudar no desenvolvimento e uso de energias Solar e Eólica no Brasil. Publicando livros,informes, periódicos, CD-ROMs, promovendo cursos básicos e avançados.
• O CATE tem por objetivo promover ações e treinamento para ampliar o uso de conceitos e tecnologias de eficiência energética, tendo em sua estrutura três segmentos: residencial, industrial e serviços.

CASA SOLAR

A Casa solar e uma casa pré-fabricada com métodos equipamentos eletrônicos eficientes do ponto de vista de conservação de energia solar. Um dos objetivos principais da Casa Solar Eficiente e servir como agente multiplicador para tecnologias de utilização de energia solar térmica e fotovoltaica, bem como técnicas de combate a desperdício energético.

Três projetos estão em fase final de execução:
*Geladeira solar usando ciclo de amônia;
*Carro Solar utilizando painel fotovoltaico;
* Iluminação Solar distribuída por Fibra Ótica.

Esses projetos são desenvolvidos por estudantes universitários que servirão para aumentar o acervo de equipamentos de demonstração da Casa Solar.


CONCLUSAO

Os resultados ate o momento obtidos com a estratégia de divulgação tem sido animadores.

Seria desejável que outras áreas e empresas do setor elétrico fossem movidas a desenvolver projetos semelhantes. O impacto sobre a imagem das empresas e num medeio prazo, sobre a formação de seus recursos no pais seria também significativa.

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Consumo Energético e Desenvolvimento Humano

Níveis de Consumo Energético e Índice de Desenvolvimento Humano


ENERGIA É um ingrediente essencial para o desenvolvimento, que é uma das aspirações fundamentais da população dos países da América Latina, Ásia e África.
O consumo de energia per capita pode ser usado como um indicador da importância dos problemas que afetam estes países, onde se encontram 70% da população mundial.
Nos países em desenvolvimento a expectativa de vida é 30% menor; a mortalidade infantil, superior a 60 por 1000 nascimentos, é inferior a 20 nos países industrializados;
analfabetismo supera a taxa de 20%; número médio de filhos é maior do que dois em cada família e a população está crescendo rapidamente; nos países industrializados, ele é igual a dois, que é justamente o necessário para manter o equilíbrio populacional.
Na maioria dos países, nos quais o consumo de energia comercial per capita está abaixo de uma tonelada equivalente de petróleo (TEP) por ano, as taxas de analfabetismo, mortalidade infantil e fertilidade total são altas, enquanto a expectativa de vida é baixa. Ultrapassar a barreira 1 TEP/capita parece ser, portanto, essencial para o desenvolvimento. À medida em que o consumo de energia comercial per capita aumenta para valores acima de 2 TEP (ou mais), como é o caso dos países desenvolvidos, as condições sociais melhoram consideravelmente. O consumo médio per capita nos países industrializados da União Européia é de 3.22 TEP/capita; a média mundial é de 1.66 TEP/capita.
A importância da energia no desenvolvimento é ilustrada pela figura 1, na qual são mostrados quatro indicadores sociais para diversos países – taxa de analfabetismo, mortalidade infantil, expectativa de vida e taxa de fertilidade total – como uma função do consumo de energia comercial per capita.

O Brasil, com 1.3 TEP por habitante, encontra-se em posição razoável no cenário internacional. No entanto, o consumo de energia tem crescido 4.6% por ano desde 1970 – duplicando a cada 15 anos – acompanhando de perto o crescimento do produto interno bruto. No período de 1970 a 1996 o consumo de energia triplicou.
O crescimento da população na década de 90, no Brasil, foi de 1.3% ao ano; o consumo de energia per capita, 3.3% ao ano. Por esse fato, é razoável esperar que esse consumo atinja um valor de 2.5 ou 3.0 TEP/capita dentro de 20 anos, aproximando-se do valor atual dos países da Europa, o que será perfeitamente satisfatório porque energia no Brasil não é necessária para o aquecimento de ambiente no inverno.
A pergunta a ser formulada, portanto, é se o país dispõe de recursos naturais – na área de energia – para sustentar tal crescimento nas próximas décadas. Como resposta, em linhas gerais, tem-se: 61% da energia usada no Brasil é de origem renovável, portanto, produzida localmente; energia hidroelétrica (37%); produtos de cana-de-açúcar, incluindo álcool (11%); lenha e outros 13%; o restante (39%) é derivado basicamente de petróleo e gás, metade do qual é importado.
O problema é saber se a contribuição da parte renovável poderá se manter e se a produção interna de petróleo (e gás natural) crescerá de modo a atender uma demanda crescente, ou se passaremos a depender de forma significativa da importação de mais petróleo e gás. Em outras palavras, conhecer quais as reservas energéticas disponíveis e quanto tempo poderão ainda durar. Essas reservas não poderiam ser usadas de forma mais eficiente do que o são atualmente, de modo a prolongar sua vida útil?

A eficiência no uso de energia

É evidente, portanto, que são também necessárias medidas para reduzir o consumo sem prejudicar – se possível – o crescimento da economia brasileira. O consumo de energia no Brasil, pelos diferentes setores da economia, está distribuído na forma indicada na tabela 2.




O setor industrial é o maior consumidor, utilizando cerca de 40% do total de energia consumida. A indústria consome principalmente eletricidade, cuja parcela passou de 39% em 1980 para 48% em 1995.
Os transportes utilizaram aproximadamente 20% da energia consumida no país no período de 1980 a 1995, a maior parte para o transporte rodoviário. O óleo diesel tem sido a principal fonte de energia para os transportes, correspondendo a cerca de 50% da energia consumida pelo setor durante o período analisado. Por outro lado, a parcela da gasolina reduziu-se de 34% em 1980 para 27% em 1995, ao mesmo tempo em que o consumo de etanol cresceu de 5% em 1980 para 18,6% em 1995.
O consumo de combustível (gasolina para transporte) cresceu nos últimos três anos devido ao aumento da frota de automóveis.
O setor residencial utilizou 16% da energia consumida no país em 1995. No período de 1980 a 1995, reduziu gradualmente a sua parcela no consumo total, que era de 20% em 1980, devido à introdução de eletrodomésticos mais eficientes.
A pergunta que se faz é se energia está sendo utilizada eficientemente no país. O indicador usado como medida dessa eficiência é a intensidade energética definida como o consumo de energia (em TEPs) por US$ 1 mil de produto interno bruto. Na figura 2 é mostrada a evolução desse indicador nos últimos 20 anos.




Como pode ser observado, ele se situa em torno do valor 0.4 TEP/US$1 mil, com leve crescimento, refletindo a crescente industrialização do país e os pesados investimentos em infra-estrutura, que são intensivos no uso de energia. Para comparação pode-se mencionar que a intensidade energética da União Européia como um todo é de 0.4 TEP/US$ 1 mil. O parque industrial brasileiro é bastante moderno, podendo contudo se tornar menos intensivo no uso de energia à medida que a economia se oriente para uma atividade maior em serviço, como já ocorreu em países altamente eficientes no uso de energia, como o Japão.
Existem dois programas governamentais cuja função é promover tal procedimento. O Procel (Programa de Conservação de Eletricidade da Eletrobrás) e o Compet, na área de petróleo, conduzido pela Petrobrás, de menor monta.
Estudo realizado em 1993 pelo Ministério de Ciência e Tecnologia indicou que esforços bem conduzidos na área poderiam reduzir em 1% a taxa de crescimento anual do consumo de energia, que passaria de 4.5%/ano para 3.5%/ano, isto é uma redução de cerca de 25%. Ainda assim, o consumo dobraria a cada 20 anos.

É apresentada uma estimativa da energia necessária para dar à população brasileira dentro de 20 anos, um nível de vida comparável ao dos países da Europa. A seguir são analisados os recursos e reservas energéticas do país e as possibilidades que atendam às necessidades previstas bem como estendam sua duração. Finalmente são discutidas as políticas públicas que poderiam levar o país a um desenvolvimento sustentável na área de energia.

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Transporte Rodoviário - Road Transport

Trabalho apresentado pelos alunos Ivan Leão Monteiro e Rafael Elias Pinto

Cenários para os Veículos e carburantes no Brasil no Horizonte de 2010

O valor energético do setor de transporte rodoviário permanece ainda, quase que exclusivamente centrado nos derivados de petróleo.Em 2010 haverá um equilíbrio entre os países desenvolvidos e o resto do mundo e paralelamente, novas fontes de energia (gás natural, biomassa, hidrogênio, eletricidade, etc.) aparecerão no setor de transportes rodoviários, numa penetração lenta.


As projeções demográficas e o desenvolvimento de alguns países em desenvolvimento faz crescer a frota automotiva mundial. Nos próximos vinte anos poderemos nos confrontar com maiores problemas em termos de reservas petrolíferas, de poluição, de congestionamento, de segurança e de financiamento. (Douaud, 1998).

Novas Tecnologias

-Motores de ciclo Otto e ciclo diesel
-Motores de dois tempos a injeção
-Veículos híbridos
-Célula combustível
-Veículos elétricos

Novos Combustíveis

Hoje, 95% do consumo mundial de combustíveis automotivos é derivado do petróleo. Porém alguns combustíveis alternativos podem vir a ter um papel mais importante no futuro. A principal tendência é a redução do teor de enxofre.
-1 milhão de veículos a gás natural veicular (GNV) circulam atualmente no mundo.
-30 mil veículos à metanol (maioria nos EUA e Canadá).
-Todos os veículos que utilizam etanol como combustível e como oxigenado na mistura com a gasolina estão no Brasil.
-Óleos vegetais ainda utilizados marginalmente, o principal é o óleo de colza, misturado ao diesel na França.
-Carburantes de síntese (gasolina e diesel produzidos a partir do carvão e do gás natural, continuam tendo o custo elevado das tecnologias de produção como sendo o principal obstáculo.
Se por um lado a padronização industrial é um fator que tende a disseminar as melhorias tecnológicas para novos veículos e para combustíveis, o ritmo em que redundarão em resultados significativos depende da velocidade de renovação da frota e de posturas governamentais que acelerem sua implantação.


O Caso Brasileiro


Dos quase 17 milhões de veículos leves, existentes no Brasil em 1999, pouco menos de 77% é movido a gasolina, quase 4% a diesel, pouco mais de 19% a álcool e a frota a gás natural veicular (GNV) é ainda desprezível.A experiência brasileira no campo dos carburantes alternativos se concentra exclusivamente no álcool.Dos veículos pesados, a quase totalidade é constituída de caminhões e ônibus à diesel. As parcelas movidas a GNV são bastante reduzidas e a álcool no entanto, em bastante expansão.


Gráfico -3-






Neste estudo são propostos três cenários sobre o mercado de combustíveis automotivos a partir de uma reflexão de como os veículos e seus combustíveis devem ser na próxima década no Brasil.

-Lógica de Mercado= A introdução de novas tecnologias poupadoras de energia se dá de modo lento e é parcialmente compensada pela introdução de acessórios de segurança e conforto e pela maior potência dos veículos; as fontes alternativas não são competitivas aos derivados de petróleo, que continuam com seus preços baixos.
-Preocupações ambientais= Novas tecnologias, que reduzem o consumo e o nível de emissões, são introduzidas a um ritmo mais acelerado; fontes alternativas, como álcool, ganham competitividade devido a incentivos governamentais e a uma sobretaxação dos combustíveis de origem fóssil.
-RevolucionárioIntrodução maciça de novas tecnologias de motores e novos combustíveis, dentro de uma lógica internacional de reduzir drasticamente as emissões de efeito estufa.


O cenário provável é o de Lógica de mercado, havendo um espaço para o cenário de Preocupações ambientais. Já o cenário Revolucionário, é de baixa probabilidade para o Brasil.
Gráfico Lógica de MercadoNão se verificam diferenças significativas entre os resultados obtidos para os distintos cenários. As grandes possibilidades se concentram nos veículos bi-combustível (GNV com diesel, álcool ou gasolina).